Programa Ver Minas realiza mais de 10 mil atendimentos em dois meses de funcionamento Comentários desativados em Programa Ver Minas realiza mais de 10 mil atendimentos em dois meses de funcionamento

Agência Minas – 17.01.2014

Com o objetivo de diagnosticar e reduzir a prevalência da catarata e de outras doenças oculares na população mineira acima de 50 anos, o Governo de Minas lançou em novembro de 2013, o Programa Ver Minas. Por meio desta iniciativa, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)oferece assistência clínica e cirúrgica, em Unidades Móveis, para as populações com dificuldade de acesso aos serviços e para as regiões que não dispõem de prestador para as consultas e cirurgias oftalmológicas.

O Ver Minas já percorreu os municípios de Sete Lagoas e Pompéu oferecendo serviços como avaliação oftalmológica completa, exames de paquimetria (que mede a espessura da córnea), tonometria (que mede a pressão interna do globo ocular), fundo de olho, auto-refração (que detecta miopia, hipermetropia e astigmatismo), cirurgias de catarata, chalázio (nódulo ou endurecimento na pálpebra do olho), pterígio (membrana fibro-vascular que surge sobre a córnea, popularmente conhecida como carne no olho) e retina.

Ao todo foram realizados 10.005 atendimentos iniciais, 4.100 atendimentos pós-operatórios e 5.491 cirurgias. Em Sete Lagoas foram realizados 6.748 atendimentos iniciais, 2.003 atendimentos pós-operatórios e 3.018 cirurgias. Já em Pompéu, foram realizados 3.257 atendimentos iniciais, 2.097 atendimentos pós-operatórios e 2.473 cirurgias.

De acordo com a Superintendência de Redes de Atenção à Saúde, a catarata é uma doença considerada como a maior causa de cegueira curável no mundo, estando, atualmente relacionada a quase 50% dos casos de perda de visão. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010) apontam que, em Minas, mais de quatro milhões de pessoas estão com idade acima de 50 anos, faixa etária considerada de risco para início da doença, e por isso, público alvo da campanha.

Realizado em duas carretas, uma equipada com consultório oftalmológico e sala para exames e outra com uma sala de cirurgia, o serviço conta com 11 médicos oftalmologistas, 01 médico anestesista, 01 Psicóloga, 02 Enfermeiras, 10 Técnicos de Enfermagem, 60 Técnicos Auxiliares, 01 Técnico em Tecnologia da Informação e 01 Técnico em Eletricidade.

Para ter acesso ao atendimento, o cidadão, com idade superior a 50 anos, deverá apresentar o cartão Nacional de Saúde e um documento de identidade e passar pela triagem para realizar a consulta e os exames preliminares. Caso seja identificada a necessidade de cirurgia, o paciente é encaminhado, no mesmo dia, para realizar o procedimento e no final, recebe uma bolsa, contendo óculos para proteção, colírio, receita e orientações quanto aos cuidados a serem adotados. Antes de ser liberado, é  agendado os retornos pós-operatório, o primeiro em 48 horas e o próximo em 30 dias.

Rota

No final desse mês o programa vai chegar à cidade de Taiobeiras e, em fevereiro, será a vez da população de Francisco Sá receber o benefício. “A rota para o programa Ver Minas encontra-se em processo de estruturação. A próxima microrregião que receberá a carreta é a de Salinas/Taiobeiras e a estrutura será montada na cidade de Taiobeiras. O atendimento previsto para esta etapa é do dia 20 à 27 de janeiro de 2014. Após a etapa de Taiobeiras, a microrregião contemplada será a de Francisco Sá, que receberá o programa do dia 18 à 25 de fevereiro de 2014”, afirma o superintendente de Redes de Atenção à Saúde, Marcílio Dias.

De acordo com o superintendente, a rota do Ver Minas foi definida a partir de um estudo elaborado pela equipe técnica da SES, no qual foram levantados os dados de cada região de saúde e identificado os vazios assistenciais. Neste estudo foram considerados o IDH (Índice de desenvolvimento Humano) de cada município, a ausência de prestadores de serviço para cirurgia de catarata (ou que tenha o prestador, mas que não conseguem atender à demanda), a quantidade de pessoas acima de 50 anos e o interesse do gestor municipal.

“Todos estes dados estão sendo avaliados e considerados durante a seleção da região que será contemplada com o programa. Após a definição da região, escolhemos um município estratégico baseado na estrutura física e material adequados para receber a instalação das carretas, suporte ao fluxo do trabalho (água, energia, segurança, espaço para montagem, etc) e facilidade de acesso da população. Os municípios do entorno, previamente acordados, encaminham seus usuários até o município onde está ocorrendo o atendimento sendo os gestores de cada cidade responsáveis pela logística de transporte dos usuários”, completa.